terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nem Batman nem Superman. Apenas um homem num cargo muito poderoso


O fato de ser presidente dos EUA já consta como um fato histórico em si. Ser negro, de descendência africana, mesmo que seja apenas por parte de pai, num país racista, preconceituoso, com uma população altamente influenciável pela mídia e com uma visão leviana e superficial do resto do mundo e muitas vezes do seu próprio país é de se admirar a vitória de Obama. Mas, posso até ser pessimista em dizer isso, mas com John Maccain e pior Sara Palim como vice presidente sendo os dois apoiados pelo Bush só restava como opção viável Obama.

Com o slogan Yes, We can (sim, nós podemos) Obama procura reunir os estadunenses para participarem do projeto de reerguer os EUA, deixa de lado o individualismo típico dos líderes e utiliza bastante o pronome NÓS, em que todos tem sua cota de responsabilidade, perfeitamente cabível no espírito de "Não pergunte o que o Estado pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer pelo Estado".

Obama foi um voto de esperança, mas esperança é um sentimento que se deve ter muito cuidado. Pois pode se realizar como também não pode se concretizar. É 50% possível e 50% impossível? Difícil dizer por que as variáveis são grande demais e saber controla-las é praticamente impossível, no máximo tentar que a conjuntura seja favorável.

E por falar em conjuntura, well... Bush fez o favor de deixar um tremendo abacaxi de presente de despedida do governo. Saúde pública um caos, tema até de documentário de Michaeel Moore, o pior sistema educacional dos países desenvolvidos, uma guerra no Iraque onde foram torrados bilhões de dólares e ceifados vida de soldados inutilmente, uma guerra sem um efeito prático onde poucos vão lucrar com ela e por fim uma crise econômica mundial que começou no mercado imobiliário dos EUA e que se espalhou que nem vírus pelo mundo.

Por ser a esperança de um renovação acho que Barack vai ser muito cobrado ainda mais que que é depositado em seus ombros a esperança de muitos eleitores, principalmente aqueles que não são WSP, Branco saxão e protestante, ou seja os negros, latinos e demais imigrantes e descendentes que vivem e que não podem mais ser ignorados.

Contudo, essas mudanças podem ser tímidas, de acordo com o artigo publicado na revista História Viva nª 63 do professor Sean Purdy, professor de história dos EUA da Universidade de São Paulo. De acordo com o professor, a escolha dos secretários e assessores foi feita principalmente por banqueiros e pela alto elite de governos anteriores. Há pouca gente supostamente ligada a movimentos sociais, teoricamente, sua principal base eleitoral. Há de se considerar que mudanças radicais agora seriam bem complicadas, é início de governo mais do que apoio e legitimação dos eleitores, é necessário também apoio dos congressistas.

Agora basta esperar no que pode acontecer, mas desejamos haja melhora sim e que apesar das inumeras dificuldades que Barack Obama vai encontrar, que ele seja uma liderança coerente como foi Roosevelt.

Close ther World Open the Next

sábado, 17 de janeiro de 2009

Mais um clássico se perde.

Justamente hoje quando ia inaugurar a primeira postagem do ano comentando sobre a popularização da fotografia digital para não dizer banalização, li a pouco que os cartucho das máquinas polaroids páram de ser fabricadas, encerrando de vez mais um máquina que além de seu aspecto técnico físico também passou a ser uns intrumento de arte, visão, olhares...
Um instrumento mecânico que nas mãos de muits artistas virou o veículo de sua expressão de ver e intender o mundo. "Andy Warhol, Helmut Newton, Luciano Castelli, Robert Rauschenberg, Chuck Close, David Hockney, Walker Evans... dezenas de artistas buscaram outras formas de expressão com suas fotos polaroid. "As manipulavam, recortavam, pintavam, eram capazes de inventar mil maneiras de trabalhar com a película." (17/01/2009 - 00h01
Desaparecimento dos filmes Polaroid encerra página na história da fotografia)

"David Hockney conseguiu com a câmera instantânea um diálogo com sua própria pintura. As mesmas paisagens frente a frente. Andy Warhol (que também adorava o jogo de outra relíquia do passado: o automaton) tirava até 60 polaroids de seus modelos antes de retratá-los. Depois escolhia quatro instantâneos e os mandava para o laboratório. Deles ficava com um, o recortava e manipulava até finalmente ampliá-lo em uma serigrafia." (17/01/2009 - 00h01
Desaparecimento dos filmes Polaroid encerra página na história da fotografia)

Para aqueles que não conhecem a Polaroid, era uma máquina fotográfica que revelava a foto na hora. A projeto foi inspirado num desejo da filha de Edwin Land, inventor da Polaroid, que ficava anciosa de ver as fotos das férias e indagou ao pai porque a foto não poderia ser revelada na hora.

O modelo mais popular, o S-X 70, chegou nos anos 1970. Em 1972 a revista "Life" lhe dedicou uma capa. O título: "A câmera mágica". O desenhista Charles Eames escreveu, rodou e realizou um filme de 11 minutos em que explicava o simples uso do aparelho. Os atores mais populares a anunciavam, era uma câmera alegre. E até o Museu do Vaticano a utilizava para mostrar seus trabalhos de restauração nos aposentos de Rafael; também era uma câmera séria. Definitivamente era algo que ninguém podia perder. Em meados da década já haviam sido vendidos mais de 6 milhões. Era só o princípio. Nas mãos de Andy Warhol (que realizou milhares de retratos com ela) se transformaria em mais um ícone pop. (17/01/2009 - 00h01
Desaparecimento dos filmes Polaroid encerra página na história da fotografia
Elsa Fernández-SantosEm Madri El pais)

Se fotografava o momento, cores, formas, linhas, angulos, texturas... É claro que havia a técnica, mas sobretudo o instante, o incosntante a aleatório da teoria do caos cotidiano. E é claro sua manipulação, por corte, recorte, pintura, mosaico quebra cabeça. O processo criativo era infinito não só na produção da foto como sua manipulação.

Ralph Gibson, dizia que hoje temos de falar de fotografia e de fotografia digital, porque a técnica é determinante. Talvez ele esteja mais velho, mas não lhe falta razão."

Em seguida postagem sobre a fotografia Digital

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